Com a proximidade das férias escolares, crianças e adolescentes passam mais tempo em casa, alterando a rotina das famílias. Embora esse período seja marcado por momentos de convivência e descanso, também é importante estar atento aos sinais de violência doméstica que podem ocorrer dentro do ambiente familiar.
A violência contra a mulher pode acontecer de diversas formas, como agressões físicas, ameaças, humilhações, controle excessivo, violência patrimonial e abuso psicológico. Muitas vezes, esses episódios acontecem longe dos olhos da sociedade, tornando a atenção de familiares, amigos e vizinhos ainda mais importante.
Durante as férias, o aumento da convivência familiar pode fazer com que situações de conflito se tornem mais frequentes. Por isso, identificar comportamentos incomuns, isolamento, medo excessivo ou mudanças repentinas de atitude pode ajudar a perceber quando alguém precisa de apoio.
A procuradora da Mulher, vereadora Rozilda Celeste de Sales, ressalta que a informação e a solidariedade podem fazer a diferença na vida de muitas mulheres. “As férias escolares são um período em que as famílias permanecem mais tempo juntas, e isso pode aumentar a exposição de mulheres e crianças a situações de violência. É fundamental que a população esteja atenta aos sinais e saiba que existem serviços preparados para acolher, orientar e encaminhar cada caso de forma segura e sigilosa. Nenhuma mulher precisa enfrentar essa situação sozinha”.
A Procuradoria da Mulher atua como um canal de acolhimento, orientação e encaminhamento para mulheres que enfrentam situações de violência ou violação de direitos. O atendimento é realizado de forma humanizada, respeitando a privacidade e a segurança de cada extremense.
Mulheres que precisarem de apoio ou informações podem procurar a Procuradoria da Mulher, na Rua Antônio Onisto, 41, Centro (Casa do Cidadão), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O WhatsApp é (31) 97188-4158.
Em casos de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias também podem ser feitas de forma gratuita e sigilosa pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher.
19/06/2026 | 14:37