O Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, faz parte oficialmente de Extrema desde a manhã de quinta-feira (20), quando foi inaugurado no Terminal Rodoviário do município.
O monumento é uma homenagem a Larissa Gonçalves de Souza, estudante assassinada aos 21 anos, em outubro de 2015, após ser sequestrada na rodoviária de Extrema. A principal função do Banco Vermelho é chamar a atenção de quem passa pelo local para uma realidade que ainda atinge milhares de mulheres em todo o Brasil.
A iniciativa surgiu na Itália, em 2016, e se espalhou por diferentes países. No Brasil, o projeto foi incorporado por meio da Lei nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como parte das ações de conscientização para o fim da violência contra a mulher e como forma de reforçar a importância de buscar ajuda e denunciar. Em Extrema, o Programa Municipal Banco Vermelho foi instituído pela Lei nº 5.408/2026, em consonância com a legislação federal.
Para a procuradora da Mulher da Câmara de Extrema, vereadora Rozilda Celeste de Sales, autora do projeto, a inauguração representa um passo importante para manter o tema presente nos espaços públicos e ampliar a conscientização dos extremenses. “O monumento é um convite à reflexão e à conscientização. É importante que a população saiba que informação e denúncia também fazem parte da prevenção”.
Ao todo, seis Bancos Vermelhos foram instalados nos seguintes pontos da cidade: Extrema Futebol Clube, Prefeitura Municipal, Secretaria de Assistência Social, Hospital Municipal, Terminal Rodoviário e Parque de Eventos. A instalação integra as ações desenvolvidas durante o Agosto Lilás, período dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher por marcar o aniversário da Lei Maria da Penha, que completou 20 anos em 2026.
A proposta do Banco Vermelho reforça ainda que o enfrentamento à violência não depende apenas das mulheres. Familiares, amigos, vizinhos, instituições e toda a comunidade podem contribuir para identificar situações de violência, orientar quem precisa de ajuda e não permanecer em silêncio diante de uma agressão.
Em caso de violência ou situação de risco, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190. É possível ainda denunciar por meio da Central de Atendimento à Mulher no telefone 180. A Procuradoria da Mulher também recebe denúncias pelo WhatsApp (31) 97188-4158, além de ser um espaço de acolhimento e orientação. O endereço é Rua Antônio Onisto, 41, Centro (Casa do Cidadão), com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
25/08/2026 | 17:20