COMBATE AO ALCOOLISMO E ÀS DROGAS FOI TEMA DO PAPO CIDADÃO DA TV CÂMARA

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COMBATE AO ALCOOLISMO E ÀS DROGAS FOI TEMA DO PAPO CIDADÃO DA TV CÂMARA

13/02/2026 | 14:24

COMBATE AO ALCOOLISMO E ÀS DROGAS FOI TEMA DO PAPO CIDADÃO DA TV CÂMARA

Em uma importante iniciativa de conscientização voltada à saúde pública, Dr. Frederico Monteiro – coordenador da Saúde Básica da Prefeitura de Extrema –, participou do podcast “Papo Cidadão”, transmitido pela TV Câmara nesta sexta-feira, dia 13. A entrevista, que já está disponível nos canais oficiais do Legislativo na internet, trouxe luz ao Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro.

Durante a conversa, o médico destacou que a data é fundamental para alertar a população sobre os riscos físicos, mentais e sociais do uso de substâncias, reforçando que a dependência química deve ser tratada como uma doença crônica que exige acolhimento e prevenção constante. Um dos pontos centrais abordados pelo coordenador foi a dificuldade em identificar o limite entre o consumo social e o abusivo, especialmente em períodos como o Carnaval, onde excessos costumam ser socialmente permitidos. “É uma exceção festiva se torna um sinal de alerta quando o indivíduo perde o controle sobre a frequência e a quantidade, indicando uma dependência latente”, comentou. Ele ressaltou ainda que o corpo emite sinais físicos silenciosos antes que doenças graves se instalem, e que a negação é, muitas vezes, o sintoma mais claro do problema. Para as famílias, o desafio é abordar o dependente sem causar afastamento, compreendendo que a dependência é uma “doença da família” que gera prejuízos profundos na carreira, nas finanças e nos relacionamentos afetivos.

A preocupação com o público jovem também dominou o debate, com ênfase no impacto das drogas lícitas, como álcool, cigarro e a recente explosão dos cigarros eletrônicos (vapes), no cérebro adolescente, que ainda está em fase de formação. O médico alertou que esses dispositivos funcionam como uma perigosa porta de entrada para outras dependências e que transtornos de saúde mental, como ansiedade e depressão, têm impulsionado o consumo precoce. Segundo o especialista, a pressão social é um fator determinante, mas o suporte emocional e a informação correta são as melhores ferramentas de prevenção.

Sobre o tratamento oferecido pela rede pública, o Dr. Frederico buscou desmistificar o atendimento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Ele esclareceu que o acolhimento é humanizado e que o estigma não deve ser uma barreira para quem busca ajuda. Na prática, o fluxo de atendimento permite que o cidadão procure a unidade diretamente, onde receberá suporte de uma equipe multidisciplinar para lidar com o vício e com as recaídas, que fazem parte do processo de controle da doença. Para quem deseja dar o primeiro passo hoje, o coordenador foi enfático: reconhecer a necessidade de auxílio e procurar a unidade de saúde mais próxima é o início fundamental para retomar a qualidade de vida e a saúde física e mental.