Leandro Marinho e COPASA buscam medidas de economia de água

A falta de abastecimento de água em inúmeros bairros foi o motivo que levou o vereador Leandro Marinho, da Câmara de Extrema/MG, a procurar a COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) na segunda-feira (26). Preocupado também com a estiagem atípica, o vereador pautou o fato de os reservatórios operarem muito abaixo de suas capacidades – o que gerou falta d’água em bairros da zona urbana como Vila Esperança, Vila Rica, Ponte Nova e Parque dos Pássaros, além dos Residenciais Tenentes e Mantiqueira e da Roseira, que ficam na região rural do município.

Na reunião com Luciano Ribeiro, gerente de atendimento da estatal que atende Extrema, Leandro cobrou imediatismo para solucionar o problema e respostas que, em muitas vezes, a própria população não encontra ao ligar para o número 115 da COPASA. “Extrema utiliza sete milhões de litros/dia de água (reunindo residências e empresas), porém a vazão do Rio Jaguari está contando com apenas com 92 litros/segundo, o que é abaixo do normal devido à escassez de chuva. Temos ainda a vazão do Rio Camanducaia com 13 litros/segundo, contabilizando 105 litros nos dois afluentes. Assim, pouca água é bombeada para os bairros que ficam distantes da região central da cidade”, explicou o gerente. Segundo a COPASA, existe atualmente grande debilidade para bombear água para as localidades mais altas do município, visto que Extrema é uma cidade caracteristicamente montanhosa e necessita de boa vazão para o abastecimento geral.

 

ÁGUA BOA PARA TODOS – “Os diferentes usos da água pelo homem aumentaram significativamente através dos séculos – resultados da degradação ambiental e da poluição (que também contribuiu para a mudança nos fatores climáticos do planeta). A deterioração das fontes de água está relacionada ao crescimento e a diversificação de atividades agrícolas, aumento da urbanização e intensificação de atividades humanas nas bacias hidrográficas. O uso intenso, sem os devidos cuidados, coloca em risco a disponibilidade deste precioso recurso e gera problemas de escassez em muitas regiões e países. Em Extrema, mesmo integrando uma região de nascentes e militando o projeto ‘Conservador das Águas’, o problema hídrico encontra as suas frentes de conflito. A água existe porém encontra-se cada vez mais comprometida em função do mau uso e da gestão inadequada deste recurso. Acredito que uma campanha de conscientização faz-se necessária para que todas as famílias extremenses recebam o recurso”, comentou Leandro. Para ele, o acesso à água de boa qualidade e em quantidade adequada é uma prioridade, em especial em áreas urbanas, e está diretamente ligada à saúde da população. “É importante frisar que diversas doenças têm sua origem na água contaminada e respondem por mais da metade das internações hospitalares na rede pública de saúde. Por isso precisamos utilizá-la de maneira consciente porque sabendo usar não vai faltar”, pontuou. (Fonte: ASCOM / Câmara Municipal de Extrema; Texto: Léo Demeter – Mtb 13.896 MG)

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