Câmara dos Vereadores realiza audiência pública com a Copasa

A Câmara dos Vereadores de Extrema/MG realizou na terça-feira, 27, a Audiência Pública com a Copasa (Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto). Conduzida pelo vereador Márcio José Vieira, presidente da Comissão de Participação Popular, a sessão contou com a presença do gerente regional da concessionária, Alvimar Geraldo de Andrade, e do atendente comercial da empresa no município, Luciano Ribeiro Fonseca. A Copasa foi convocada a prestar informações sobre a falta de abastecimento de água ocorrido em quase todo o mês de outubro em bairros urbanos e rurais do município. Edvaldo de Souza Santos Junior, presidente do Legislativo, e Luiz Fernando Ferreira, vice-presidente e membro da Comissão, compuseram a mesa diretora. Os vereadores Sidney Dias dos Reis, Juliano Maximino de Toledo, José Maria do Couto, Danilo de Morais, Leandro Marinho, Silvio Gomes de Oliveira, João Calixto de Morais e Carlos Renato de Oliveira também estavam presentes, além do vice-prefeito, João Batista da Silva, e a diretora do Procon Câmara, Dra. Christiane Almeida Caiado.

TORNEIRAS SECAS – No Conjunto Habitacional Tenentes I, II, III e IV, a escassez de água nos reservatórios (caixas d’agua) chegou a quase quatro semanas. Alvimar disse que o problema foi gerado pela quantidade de ar nas tubulações. “Como o bairro ‘Tenentes’ está localizado numa região bastante alta, o ar ocupou o espaço da água, gerando lentidão no abastecimento e uma fraca pressão. A Copasa está instalando equipamentos que empurram o ar para orifícios, expulsando-o para fora da tubulação. Além disso está sendo construída outra tubulação com interligação para baixo, o que garantirá o suprimento de água nas residências”, explicou. Ainda de acordo com o gerente, já estão sendo construídos aproximadamente 800 metros de tubulação nos Tenentes. Os moradores rebateram as explicações de Alvimar com indignação e descontentamento. “Pagamos os nossos impostos, inclusive os serviços da Copasa. Queremos água porque precisamos dela para comer, cuidar dos nossos filhos e lavar roupas”, pontuou uma moradora dos Tenentes II. Alvimar respondeu que as residências localizadas nas proximidades do reservatório recebem uma pressão menor. “A Copasa irá rever emergencialmente esta situação  para que o controle do nível do reservatório consiga atender as necessidades das famílias do bairro. Ainda na quarta-feira, 28, iremos averiguar com a Prefeitura  quais soluções poderemos tomar e também as medidas mais práticas que embasam este convênio”, completou. Outra moradora dos Tenentes IV rebatou: “E se continuar a faltar água nas nossas casas?”. Alvimar adiantou que, de imediato, todo o apoio será dado e, se preciso, caminhões-pipa da cidade de Pouso Alegre serão deslocados até Extrema para atender as demandas.

ATENDIMENTO 115 – Outro problema trazido pelos cidadãos foi o atendimento prestado pelo número 115, que é uma modalidade Call Center. “Não sei pra que serve o número 115. Sempre que preciso fazer alguma reclamação ou solicitação de serviço, ou uma reclamação de cobrança indevida, por exemplo, ou até mesmo uma solicitação de segunda via, não conseguimos contato e, quando conseguimos, os atendentes são mal educados, incapazes de prestar por telefone qualquer informação. Além disso, existe uma resposta padrão da Copasa para nós, clientes, que precisamos usar o ‘115’. Somos ainda informados para irmos à unidade mais próxima. Então ficam as perguntas: Pra que serve o 115? Dirigir a uma unidade custa tempo e dinheiro e quem paga por isso? Está na hora da Copasa prestar um serviço mais adequado aos consumidores. Chega de abuso, de fata de respeito e de comprometimento com o cidadão”, disse Maurícia de Jesus, moradora dos Tenentes I.

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Em resposta, Alvimar disse que uma reunião será marcada com a equipe de Extrema para rever os pontos levantados pelos moradores. “Faremos uma reciclagem em nosso quadro de atendentes. É preciso também identificar os atendentes e, se preciso, iremos aplicar sanções administrativas”, garantiu.

Outro bairro representado na audiência foi o Mantiqueira, que fica há mais de 8 km distante do escritório da Copasa em Extrema. Lá, as famílias também apontaram a falta de abastecimento como fonte maior dos problemas. “Estamos executando uma obra para no complexo da redutora, que rompeu recentemente. Em breve tudo estará normalizado”, acrescentou o representante da estatal.

O vice-prefeito, João Batista, questionou a viabilidade de se investir em novos sistemas de habitação do município. Ele disse: “Teremos garantia no abastecimento de regiões com expansão social?”. Alvimar disse que a Copasa tem condição de assumir este compromisso e irá rever o planejamento traçado pela concessionária, para que sejam evitados futuros problemas.

No encerramento da sessão, Márcio Vieira cobrou imediatismo da concessionária na resolução das questões apresentadas pela comunidade. Juninho finalizou também dizendo que o Poder Legislativo estará atento, no acompanhamento dos processos dos bairros. Cada vereador fez o seu apontamento final, deixando à disposição da população extremense os gabinetes da Casa de Leis. (Fonte: ASCOM / Câmara dos Vereadores de Extrema; Por Léo Demeter – Jornalista / Mtb 13.896 MG)